22 de fevereiro de 2016
Sobrevivendo

Você tem medo de que(m)? – pt.2

É bem provável que no imaginário da maior parte das meninas não conste a possibilidade de viver uma vida solitária. Desde pequenas somos ensinadas que há um tal de príncipe encantado e que, seja beijando um sapo ou perdendo um sapatinho de cristal, em algum momento da vida vamos encontrá-lo. Acontece que no mundo real aquele que se nos apresenta nem sempre parece príncipe, muito menos encantado e a chance dele se quer existir parece tão remota e improvável quanto um sapo virar homem.

Quando nos damos conta dessa realidade geralmente ocorre uma de duas reações: bastou servir para dar a mão e ir ao cinema em um sábado à noite já estamos dizendo “sim”. Ou surge um pânico incontrolável diante da possibilidade de chegar à idade dos “enta” sem uma aliança na mão esquerda.

Posso estar equivocada mas creio que esse medo quase que generalizado da solidão é em certo sentido lícito. Outro dia desses me dei conta que foi o próprio Deus, aquele que nos formou, que disse não ser bom para o homem e, naturalmente também para a mulher, estar só (Gênesis 2:18). Como bem lembrou o bispo americano T.D.  Jakes em uma pregação recente, Adão tinha Deus e mesmo assim o Criador viu que ele estava sem alguém que lhe fosse osso dos seus ossos e carne da sua carne. Precisamos de gente.

E quando falo gente isso não necessariamente significa namorado, noivo ou marido. É muito bom poder viver um relacionamento saudável com um homem capaz de nos fazer crescer, com quem nos identificamos e, um dos aspectos mais importantes na minha opinião, que saiba nos fazer sorrir! Mas algumas mulheres tornam esse relacionamento nitroglicerina pura quando não conseguem abrir mão de determinadas convicções para que ambos amadureçam. Outras esquecem por completo boas e velhas amizades achando que o príncipe dispensa aquela saidinha com a(s) amiga(s) para comer, geralmente, doce!

A solidão que nos apavora é a mesma que nos ensina. Torna mais claras as nossas limitações e conflitos. Revela quem de fato somos e onde está a nossa esperança na vida. E quando bem aproveitada, nos leva a buscar socorro e refúgio em uma fonte ilimitada de graça e alegria.

A solidão pode ser uma escolha mas também uma imposição da Vida. Faça dela uma escolha se o estar acompanhada for meramente uma fuga de padrões ou mesmo uma resposta ao medo. E caso a vida a impuser este sacrifício (a maioria de nós a trata assim), aproveite-a como uma oportunidade de conhecer os pensamentos que Ele, Deus, tem a seu respeito; aqueles pensamentos de paz e não de mal para te dar um futuro e uma esperança (Jeremias 29:11).

E lembre-se: sair com uma boa amiga pra comer doce, salada ou pizza…é sempre bom!

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