Boa noite, minha amiga e irmã! Tudo bem?
Iria começar esse texto-convite a partir de um acontecimento do mês de Setembro deste ano, mas justamente em função daquilo que ele trata preciso retornar um pouco e partir de Fevereiro.
Eu havia terminado a residência médica em Cardiologia treze dias depois daqueles enormes pontos de interrogação e exclamação aportarem em minha vida. Ainda muito perplexa pelo que havia acontecido e tendo no trabalho uma fonte de sedação para a dor da alma, desejei muito iniciar atendimento de consultório. Seria uma atividade profissional nova e que também traria um acréscimo na renda.
Foi então que o Senhor me falou que isso iria acontecer, mas não naquele momento, e sim em um tempo mais próximo ao final do ano, “lá para Setembro, Outubro…”, nas palavras Dele (pausa para um comentário: às vezes eu acho Deus muito claro em suas palavras; às vezes acho que estou louca ao pensar que o ouço ).
De fato, na primeira quarta-feira de Setembro lá estava eu sentada numa poltrona, com material de trabalho em mãos e conferindo a agenda para chamar o primeiro paciente.
Desde então, tenho recebido muitas pacientes (muitAs, pronome no feminino mesmo), que procuram atendimento com Cardiologista por sintomas de palpitações, dor no peito ou até no corpo todo, por julgarem ser de origem cardíaca. Muitas delas são jovens e quando começam a contar suas histórias vejo que tudo se trata de ANSIEDADE.
E é sobre isto que gostaria de compartilhar com você. A ansiedade do meu coração no início do ano era aplacar a dor através do trabalho. Mas aquele que “faz tudo formoso em seu tempo” (Ec 3:11) havia preparado local e modo.
Tenho caminhado com algum êxito na vida profissional neste ano de tantas dúvidas e inquietações. Mas de forma recorrente preciso lembrar-me que não é necessário andar ansiosa por “COISA ALGUMA mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus.” (Filipenses 4:6).
Entendo com certa clareza o drama de algumas das minhas pacientes. Confesso que muitas vezes minha vontade é propor a elas momentos de oração mais do que solicitar um exame.
Reconheço que temos muitos motivos para ficar ansiosas. Contudo tenho aprendido (ao menos tentado) que as razões para não me exasperar diante das adversidades da vida são muito mais consistentes do que a imensidão dos meus impropérios.
O Deus que me convida a não andar ansiosa é aquele que “falou, e tudo se fez” (Salmo 33:9); aquele que sabe o fim desde o começo; aquele que tem “toda autoridade no céu e na terra” (Mateus 28:18).
Se é nas mãos desse Deus que me coloco, então é mesmo possível, embora quase nunca fácil, descansar em sua gloriosa e doce presença.
O ano de 2015 está quase terminando e hoje me sinto menos capaz de me envolver em grandes questões, deixando minha alma sossegar no colo do Senhor, como uma criança amamentada no colo de sua mãe, nas palavras de Davi no Salmo 131, versículo dois.
E você? Está ansiosa por alguma coisa? Também anda tendo palpitações? Deseja se juntar a mim para, através de orações e súplicas e, com ações de graças, apresentarmos nossos pedidos a Deus?
Então apareça aqui em casa no dia 18 de Dezembro, à noite. Lembra? É uma sexta! A última desse ano em que nos reuniremos aqui com este propósito! Chegue quando quiser (a partir das 19h, pois antes disso não estou em casa ).
Quem sabe em 2016 seremos menos ansiosas e mais capazes de sossegar no colo do Pai…
P.S1.: não precisa trazer comida; traga apenas seu coração!
P.S2: não fique ansiosa! Dia 18 de Dezembro vai chegar!
P.S3.: se você estiver tendo palpitações, procure um Cardiologista!
