É muito provável que a palavra acima usada como título de um texto escrito por alguém de apenas trinta anos, a bem da verdade que já estou mais perto dos trinta e um, cause espanto. Mas posso tranquiliza-lá de que o objetivo aqui é falar não de maturidade, mas justamente da falta dela.
Desconheço a definição Aureliana da palavra, mas para mim madura (tratemos apenas de nós mulheres) é aquela capaz de tomar decisões corretas a despeito do fervor das circunstâncias; engole os sapos que precisam ser engolidos; perdoa fácil; não descarta ninguém por não amá-la da maneira como gostaria embora ame profundamente de outras maneiras; poupa dinheiro quando este deve ser poupado e gasta quando deve ser gasto; ri com mais frequência do que se aborrece; fala e calase precisamente na hora correta.
Acho que acabo de descrever a mulher maravilha! E me vejo a antítese dela. Especialmente, nos últimos dias, por não ser capaz de tomar decisões sábias no fervor das circunstâncias e por não ter a devida competência em entender formas de amor diferentes daquelas às quais sou mais afeita. Essa falta de maturidade me empurra para uma complexidade de vida desnecessária e dolorosa, que ao invés de simplificar as relações as torna quase que fardos.
Quanto à capacidade de falar e calar-se na hora correta, já estava a ponto de desistir de adquirir essa habilidade mas graças a Deus lembrei-me que Ele é paciente e pode ensinar de novo e de novo a ter temperança e moderação, a ter o tal guarda à porta da boca, como Davi pediu no Salmo 141, versículo três.
Como eu gostaria de chegar aos trinta e um aninhos mais maravilhosa: mais simples, mais tolerante, falando com sabedoria e, quem sabe, ensinando (sabe-se lá o quê a sabe-se lá quem) com amor, como a mulher de Provérbios 31, especificamente nessa descrição do verso vinte e seis.
Que Deus não apenas me ajude, mas me faça amadurecer! Afinal, para Ele, “nada há que seja demasiado difícil” (Jeremias 32:17b).
